sexta-feira, abril 2

Émile Zola (2.4.1840 — 29.9.1902)


Observador e experimentador, como um romancista deve ser, dizia que "Os governos suspeitam da literatura porque é uma força que lhes escapa". E sofreu o suficiente pelo mais que pensou. A morte do pai, quando tinha apenas sete anos, mergulha a família na miséria. Zola falava e escrevia mal o francês, o que motivou os seus dois "chumbos" sucessivos no exame de fim de curso dos liceus, mas não a sua crença na profissão de escritor. Em 1860 passa pelo realismo de Balzac para assumir o estandarte do "naturalismo". "Não quero pintar a sociedade contemporânea, mas uma única família, mostrando o jogo da espécie modificado pelo meio social." Vivia-se em plena revolução científica e industrial e pela filosofia positivista de Auguste Comte. Tudo contra o romantismo e o idealismo. O caso Dreyfus também o ajudou a passar com distinção a prova do tempo. Tomando a defesa da verdade e da justiça, Emile Zola demonstra no seu artigo de 13 de Janeiro de 1898, "J'accuse", a falsificação de provas que levou à condenação, por traição, do capitão Dreyfus, oficial judeu do exército francês, e ataca pessoalmente as mais altas autoridades do Estado. Uma intervenção que lhe vale um processo e uma condenação à prisão, a que escapa exilando-se em Londres.

Morre prematuramente em 1902, asfixiado no seu quarto pelas emanações de dióxido de carbono de uma chaminé deficiente ou sabotada.
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