quarta-feira, agosto 31

Camilo Castelo Branco deixou escrito e inédito o seu juízo sobre ”A Relíquia” (tenha estômago...)




FEIRA DO LIVRO DO PORTO
CESTAS DE COMPRAS  Livraria Miguel de Carvalho

Apesar de não ter vindo a público — o pai (juiz) do seu rival sempre lhe mereceu essa discrição — Camilo Castelo Branco deixou escrito e inédito o seu juízo sobre ”A Relíquia”, na última página de guarda do exemplar que lhe pertenceu. “Spoiler”: pessoas mais sensíveis devem evitar a leitura:
«Este livro tem duas partes — 1ª “porcaria”, 2ª “massada”. É uma pochade à P. De Koch – chalaças hiperbolicamente inverosímeis — uma vontade despótica de fazer rir à custa de tudo; mas não é isso que o torna um mau livro: é a falta absoluta de bom-senso e de bom gosto. Pode considerar-se uma decadência, por ter sido escrito depois d´“Os Maias”, que deve ser melhor» (p.99)
O enorme Aníbal Pinto de Castro, o autor deste magnífico ensaio biográfico, profusamente ilustrado, edição CTT, nascida por ocasião do centenário da morte de Eça de Queirós, ruborizou tanto que nem vos digo nem vos conto…

(Eça de Queirós : da Realidade à Perfeição Pela Fantasia, de Aníbal Pinto de Castro, CTT, julho 2001)

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