Samuel Beckett (Dublin, 13 de abril de 1906 — Paris, 22 de dezembro de 1989), que hoje faria 113 anos, não nos chegou a dizer quem era Godot. Aliás, parece que também não sabia quem ele era. Assim, cada um de nós também pode pensar o que quiser e ver o que quiser nessa célebre espera: um retrato da perplexidade humana face ao obscuro sentido da existência, um grande tédio ou um elogio subtil das virtudes da fé e da perseverança? Seja como que for, Beckett escolheu, na sua peça mais famosa, não acreditar em nada, só mostrar e fez dessa característica a sua marca. Por causa desse escolha (clarividência) há cada vez mais gente que o vê como o maior poeta, o maior dramaturgo e o maior escritor deste século passado. Conferir todos os dias.

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