segunda-feira, setembro 30

"As pessoas não perdoam a beleza, como não perdoam a inteligência, como não perdoam o talento"

Quando teve um livro que não o envergonhava, publicou-o. Chamou-lhe Memória de Elefante. Poucos gostaram; de relevo, talvez só Agustina Bessa-Luís e o José Cardoso Pires. Mas depois saiu uma tradução norte-americana. Mudou tudo. O crítico literário João Gaspar Simões admitiu que o súbito interesse seria“porque a tradução era melhor do que o original”. Serviu para Lobo Antunes contar uma história
"Num jantar organizado por Mário Soares, logo à entrada, dei com João Gaspar Simões, um senhor pequeno, rechonchudo. Disse-he: “Ó meu filho da puta, desaparece-me daqui!". Deu-me um prazer que não imaginam vê-lo… toc, toc, toc, com o Augusto Abelaira ao lado a dizer-lhe ‘mas porque é que se vai embora?’, estava com medo que o selvagem do miúdo o pontapeasse" 
António Lobo Antunes (contado pelo Público).

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